26.6.06

Censura na revista IstoÉ



Luiz Cláudio Cunha, editor de Política da sucursal da IstoÉ, em Brasília, manda uma carta para Carlos José Marques, diretor-editorial da IstoÉ, questionando atos absurdos na edição da revista que incorreu várias vezes na censura como forma de manipular os fatos junto à opinião pública e se isentar assim de mal-estar político com o Governo Federal

“A ISTOÉ, pelo jeito, não quer afligir mais ninguém, principalmente os poderosos. Deve ser por isso que a ISTOÉ desta semana consegue o milagre de produzir uma matéria sobre o caseiro Nildo, aquele que viu as bandalheiras da "República de Ribeirão Preto", sem citar uma única vez o santo nome de Antonio Palocci. E discorre sobre a vergonhosa quebra de sigilo do caseiro omitindo acintosamente o nome do assessor de imprensa Marcelo Netto, um dos suspeitos de envolvimento no crime. Reclamo porque fui eu que escrevi a matéria, e nela constavam os dois nomes – Palocci e Marcelo. Meu texto foi lipoaspirado, desintoxicado dos nomes do ministro e do assessor, e assim publicado. Por isso, recusei assinar a matéria, que não refletia o que o repórter mandou de Brasília na noite de quinta-feira 23. E nem precisaria tanto drama, porque os nomes da dupla já estavam, desde manhã cedo, nas edições da Folha de S.Paulo e do Correio Braziliense. A revista não estaria fazendo carga contra ninguém, estaria apenas sendo fiel aos fatos. Perdeu uma bela oportunidade de não ficar calada. Até porque, momentos atrás, o Palocci acaba de se demitir, por todos os motivos que tínhamos e não explicitamos.”

A carta de Luis Cláudio Cunha na íntegra:
http://www.novae.inf.br/pensadores/isto_era.htm

Matéria “editada” da IstoÉ:
http://www.terra.com.br/istoe/1901/brasil/1901_sigilo_do_caseiro.htm