10.6.06

A Igreja e a proibição de livros (II)



Autor alemão conta a história dos livros proibidos pelo Vaticano

Por Rodrigo Zuleta (Efe/Berlim)

O historiador alemão Hubert Wolf, especialista em assuntos eclesiásticos, publicou recentemente um livro no qual aborda a história dos livros proibidos pelo Vaticano e tenta relembrar as discussões anteriores à sua censura.O livro, intitulado "Index, Der Vatikan Und Die Verbotene Bücher" ("Índice, o Vaticano e os Livros Proibidos") constata que a censura eclesiástica se tornou uma instituição em 1571 e que intensificou seus trabalhos nos séculos seguintes, como reação à reforma protestante e ao Iluminismo.

No século 19, quando a censura do Estado desapareceu paulatinamente na Europa e a censura religiosa deixou de ser praticada no mundo protestante, o índice se manteve e só foi abolido em 1966, sob o pontificado de Paulo 6º.Segundo Wolf, a decisão de quais títulos iriam para a relação de livros proibidos dependia, em boa parte, do censor do turno. Alguns se mostravam radicais e inflexíveis e viam atentados contra a fé em todas as partes, enquanto outros preferiam ser cuidadosos para evitar problemas com proibições de títulos que não se desviavam das crenças católicas.

Matéria completa:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada