6.7.06

Dom Eugênio Sales e a censura (VI) – Vítima do Movimento Gay? (2004)



De censor a censurado

O fundador da obscura Opus Christi insurgiu, em 2004, contra o que chama de tentativa de “SILENCIAR, CHANTAGEAR e COAGIR o direito legitimo do Cardeal Sales” de falar contra o homossexualismo em suas pregações e artigos:

“Dezenas de ações particulares foram protocoladas em várias Varas Judiciais com o intuito de impedir o Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro de se pronunciar em seus artigos acerca do ato vergonhoso e pecaminoso do homossexualismo”, escreveu o prior da Opus Christi.

Realmente o cardeal deve ter o direito de emitir suas opiniões sobre o que julgar pertinente. Independente de quais sejam essas opiniões, ele tem o direito de externá-las, mesmo que tenha por hábito adotar o papel de censor. A ironia é que o jovem defensor do cardeal foi o mesmo indivíduo que adotou as práticas anteriores de Dom Eugênio Sales ao CHANTAGEAR e COAGIR o Banco do Brasil a SILENCIAR a Márcia X ao retirar sua obra da exposição
“Erótica – Os Sentidos da Arte”
.

Tanto o Movimento Gay não deve calar o cardeal, como o cardeal e seus apadrinhados políticos não devem censurar os gays, os artistas plásticos, os carnavalescos, os publicitários, os ateus, as emissoras de TV, os estilistas, nem ninguém que seja contrário aos dogmas caducos da Igreja Católica. Que se dê voz a Dom Eugênio Sales e a todos os outros indivíduos que não contam com a força de uma instituição milenar por trás de seus feitos.

ABAIXO A CENSURA!

Veja a defesa apaixonada na CMI do fundador da Opus Christi contra a censura:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/08/288546.shtml